Você sabe qual o valor dos bancos de dados florestais e como você pode explorá-los?

Ultimamente, discussões associadas à Inteligência Artificial, Big Data e análise de Bancos de Dados tem ganhado evidência nos meios empresariais. Já discutimos aqui no blog sobre a IA (leia aqui ou aqui) e, muitos dos benefícios que ela proporciona são oriundos de decisões tomadas a partir da análise de bancos de dados estruturados.

Análises de bancos de dados também estão associadas à gestão estratégica das empresas e podem ser realizadas mesmo sem o uso de ferramentas de IA. Mas você entende o que são os bancos de dados e como eles podem oferecer estes benefícios?

Além disso, se já possui um banco de dados, você sabe qual o valor que ele representa para você e sua empresa? Sabe como explorá-lo da melhor forma possível?

Para responder a estas perguntas, é importante entender o conceito dos bancos de dados!

Eles correspondem a uma coleção de informações organizadas e armazenadas, que se relacionam entre si, com o objetivo de representar o ambiente de negócios analisado e criar um sentido para estes dados.

Estas informações podem ser coletadas, organizadas e armazenadas de diferentes formas: desde as mais simples, utilizando fichas de papel e transcrição em planilhas, até as mais complexas, que envolvem ferramentas de Analytics para análises dos dados.

Os tipos de informações que podem compor estes bancos de dados também são as mais variadas possíveis: informações sobre clientes e marketing, faturamento e custos, processos internos, atividades realizadas, imagens, e muitos outros.

Com o uso cada vez mais massivo e intenso da Internet, os tipos de dados que podem integrar estas bases são os mais variados possíveis e seu volume potencial é gigantesco. Cada ação pode ser controlada, registrada e transformada em um dado e as interações que ocorrem geram novos dados constante e incessantemente.

Um oceano de dados à nossa disposição!

Só para você entender a dimensão do volume de dados que existem hoje, segundo Gil Press (Forbes, 2021¹), de 2010 a 2020, a quantidade de dados criados e consumidos no mundo aumentou de 1,2 trilhão de gigabytes para 59 trilhões de gigabytes, com crescimento de quase 5.000% em 10 anos.

Espera-se que, até 2024, a quantidade de dados criadas nestes próximos três anos seja maior do que a dos dados criados nos últimos 30! Muito desse crescimento está relacionado a utilização de novos equipamentos com tecnologia IoT (Internet das coisas), que discutiremos com detalhes aqui no blog em breve!

Mas o que podemos fazer com tantas informações disponíveis?

Atualmente, no mundo corporativo, os principais usos da exploração de bancos de dados estão associados às áreas de Marketing, Vendas, Otimização de Processos e Negócios.

A análise estruturada e inteligente destes dados permite a identificação de padrões, o entendimento de comportamentos e resultados, a análise de eficiências de operações e investimentos e muito mais.

Com estes recursos, as empresas geram novas estratégias de relacionamento com clientes e fornecedores, percebem falhas em seus produtos e processos, reavaliam e otimizam seus resultados.

Dada a importância estratégica do uso dos dados, eles começaram a ser tratados como um ativo e, algumas empresas possuem bases de dados tão completas de diferentes áreas, que passaram a comercializá-las. Um exemplo são ferramentas de mídias sociais e o próprio Google, que utiliza os dados de navegação de seus usuários para direcionar campanhas comerciais.   

Por isso também, vimos recentemente o aumento da preocupação coletiva com a segurança destes dados: com tantas informações disponíveis sobre os mais diferentes usuários, empresas e processos, como garantir que o uso destes dados seja adequado e respeite a confidencialidade necessária?

No Brasil, em agosto de 2020, a LGDP (Lei Geral de Proteção de Dados) passou a vigorar e a estipular regras de utilização e tratamento de dados pessoais em território nacional, principalmente por empresas que manipulam dados de terceiros, sobretudo em ambientes virtuais.

Diante deste cenário, a importância do uso de bancos de dados fica cada vez mais evidenciada: empresas diversas disputam pelo acesso a bancos completos e pagam por informações de diferentes setores, que podem incluir, inclusive, dados sobre você e sua empresa.

Então, se estes dados são importantes para outras empresas, por que não seriam para a sua? Se agregam valor comercial para outros setores, por que não agregariam para o setor florestal?

A resposta para as duas perguntas se resume em: eles são importantes e estratégicos para você também! A sua base de dados, seja ela armazenada ainda em fichas de papel e planilhas, ou em sistemas informatizados, tem tanto valor quanto seus ativos florestais atualmente.

O grande desafio associado ao uso dos dados está em como relacioná-los para gerar valor e atribuir sentido a eles. No setor florestal, a Silvicultura 4.0 tem ganhado destaque, mas ainda é incipiente perto do desenvolvimento da inteligência em outras áreas.

Isto também está muito associado à dificuldade dos gestores em enxergarem os ganhos proporcionados pela gestão estratégica destes dados.

Quando consideramos o cenário da Silvicultura, uma base de dados estruturada, com o controle do seu cadastro florestal, das operações realizadas e suas respectivas datas, responsáveis e insumos consumidos, bem como informações sobre venda de produtos florestais e retorno financeiro após a exaustão florestal, apresenta a você o panorama geral da produção e do negócio.

Analisar e gerir estrategicamente estes dados corresponde a utilizar suas informações para traçar estratégias de sucesso! Isto permite a você identificar padrões de resultados (ondes estão os piores e melhores), gargalos de produção, problemas ocultos, necessidades de otimização de processos e produtos, possibilidades de acesso a novos mercados, e muito mais.

Estes dados podem ser aproveitados e explorados por todas as equipes da sua empresa: desde o campo até a alta diretoria, passando pelas equipes de relacionamento com clientes e fornecedores, administrativo, divulgação de sua marca e novos negócios, possibilidades de internacionalização e muito mais.

Mas a análise de dados traz resultados práticos mesmo?

Um estudo da McKinsey & Company² indicou que empresas que adotaram análises de Big Data perceberam 60% de aumento na margem operacional e redução de despesas de 8%. Além disso, atualmente apenas 0,5% dos dados disponíveis no mundo são aproveitados e o potencial de exploração destas informações é enorme!

Pesquisadores do MIT³ publicaram um estudo em que sugerem que o valor dos dados pode ser dividido e mensurado principalmente de três formas – valor do estoque de dados, valor dos dados em uso e o valor futuro dos dados. Vamos conhecê-los?

1. Valor do estoque de dados

As empresas podem monetizar seus estoques de dados direta ou indiretamente. A monetização direta está associada com os casos em que os estoques de dados passam a ser comercializados – para fins de publicidade, por exemplo.

Já a indireta está associada ao desenvolvimento de novos produtos, estratégias de produção, comercialização e todas as modificações no seu processo com base na análise dos bancos de dados, sem que eles sejam comercializados. Este cenário está muito associado ao setor florestal, uma vez que a otimização dos resultados depende das modificações baseadas no que os indicadores/dados estão apresentando a você.

2. Valor dos dados em uso

Ao contrário de ativos físicos, os dados possuem a capacidade de aumentar cada vez mais o seu valor conforme eles estão sendo utilizados: reunindo mais dados constantemente e aprimorando a especificidade das suas análises.

O principal fator associado a este tipo de valor é o uso do dado certo, na hora certa! Um exemplo de outra área, neste caso, é utilizar dados de compras de Natal de anos anteriores para criar campanhas de vendas em dezembro.

No cenário florestal, podemos mencionar a importância de identificação de padrões de comportamentos e resultados em épocas de plantio e colheita anteriores, para aumentar a acurácia das suas ações nestas fases tão importantes dos projetos de silvicultura, bem como identificação de picos de demanda para dimensionamento das entregas nas fábricas.

3. Valor futuro dos dados

Considerando o potencial de exploração dos dados e o fato de que o dimensionamento deles muitas vezes ainda é considerado intangível, com a expectativa de desenvolvimento das ferramentas inteligentes e da tecnologia nos próximos anos, bem como sua aplicação no campo, o valor futuro destes dados tende a aumentar cada vez mais.

Se nos próximos 3 anos iremos produzir mais dados do que nos últimos 30, e se hoje utilizamos tecnologias que não existiam há 20 anos, imagine onde poderemos chegar na próxima década!

Mas quais os principais ganhos que a exploração das bases de dados pode me proporcionar?

Quando consideramos a análise dos dados, principalmente a informatizada (por meio de sistemas próprios para armazenamento e gestão de informações) e a associada ao Big Data, podemos mencionar:

A. O Impacto no Negócio:

Ganhos esperados principalmente pelas áreas corporativas, como aumento no número de clientes a partir de estratégias de produção bem definidas; perpetuação do conhecimento dentro da empresa, dependendo cada vez menos da subjetividade de profissionais experientes; tomadas de decisão embasadas em critérios objetivos e cada vez mais assertivas; aumento no lucro com redução dos riscos de operação e outros.

B. Os Benefícios Operacionais:

Redução do tempo de busca de informações para tomada de decisão; redução do tempo de retrabalho e digitação; operações realizadas na hora certa; redução de custos com ferramentas variadas para análise (planilhas); melhor comunicação e relacionamento entre equipes; otimização do tempo dos profissionais, que podem se dedicar mais ao core business da empresa e outros.

C. A Tecnologia:

Melhoria no aproveitamento dos recursos e da equipe de TI da empresa; diminuição de custos; facilidade na coleta de informações com aplicativos e sistemas móveis; menor dependência de profissionais para realização das análises, apresentadas diretamente pelos sistemas; redução de contratação de recursos adicionais.

Em resumo, a gestão de dados e do conhecimento da empresa permite a captação do legado e de todas as informações que estão sendo produzidas diariamente. O principal objetivo é que, com isso, você e sua empresa ganhem VANTAGEM COMPETITIVA.

Por fim, é muito importante destacar que os dados ganham valor à medida que você aplica o entendimento do negócio sobre eles: números se transformam em conhecimento, conhecimento se transforma em ações e ações em resultados!

Se você quer saber mais sobre este assunto e quer começar a obter as vantagens da exploração do seu banco de dados, fale com a gente!

Nossas soluções florestais são seguras, de acordo com a LGPD, e permitem que você gerencie todos os seus dados em um único lugar!

 

REFERÊNCIAS

  1. PRESS, G. The State of Data, May 2021. Forbes. 2021
  2. MANYIKA, J.; CHUI, M. Big Data: A Próxima Fronteira Para Inovação, Concorrência e Produtividade. McKinsey Global Institute. 2011
  3. SHORT, J.E.; TODD, S. What’s your Data Worth?. MIT Sloan Management Review. 2017

 

 

 

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